Recuemos até meados do século XIX. Apaguemos mentalmente a visão do mundo actual no qual tudo é fugaz e gira a 1.000 km/h. Este é um mundo diferente, num tempo diferente, num local diferente. Para sermos mais concisos, estamos precisamente no ano de 1857, no dia 14 de Março. O lugar? O lugar da Igreja ou melhor, da Aldeia Nova mas bem, na verdade, e como estamos em 1857 é nosso dever mantemo-nos fiéis à nomenclatura dos locais da época. Assim sendo o lugar é definitivamente o da Igreja, na esquina de duas das ruas mais importantes da nossa freguesia. A actual Rua dos Combatentes e a Rua da Igreja.
Não sabemos como era a casa nessa época, sabemos porém que aí nascia um grande guetinense, Manuel Alves Dias Martins. O homem que dizia, segundo registos orais, que o seu avô ia de Guetim a Silvalde sem sair dos seus terrenos! Três dias após o seu nascimento numa cerimónia repleta de alegria por parte dos familiares e padrinhos foi baptizado o nosso biografado. Refere o registo de baptismo, entre outras informações, que Manuel Alves Dias Martins era filho de José Francisco Martins e de Maria Alves Dias, ambos do lugar da Igreja desta freguesia. Os avós paternos eram Manuel Francisco Sandim e Maria Domingues, residentes em Guetim, já os maternos viviam em Esmoriz e chamavam-se João Dias de Sousa e Luísa Alves.
Não sabemos como era a casa nessa época, sabemos porém que aí nascia um grande guetinense, Manuel Alves Dias Martins. O homem que dizia, segundo registos orais, que o seu avô ia de Guetim a Silvalde sem sair dos seus terrenos! Três dias após o seu nascimento numa cerimónia repleta de alegria por parte dos familiares e padrinhos foi baptizado o nosso biografado. Refere o registo de baptismo, entre outras informações, que Manuel Alves Dias Martins era filho de José Francisco Martins e de Maria Alves Dias, ambos do lugar da Igreja desta freguesia. Os avós paternos eram Manuel Francisco Sandim e Maria Domingues, residentes em Guetim, já os maternos viviam em Esmoriz e chamavam-se João Dias de Sousa e Luísa Alves.
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| Registo de nascimento de Manuel Alves Dias Martins |
Imaginar Portugal em meados do século XIX é um exercício doloroso. Um país atrasado relativamente aos pares da Europa com uma economia pouco desenvolvida. A terra era a principal fonte de rendimento numa altura em que os esforços de industrialização do país aumentavam assim como as dívidas a pagar aos credores estrangeiros. O chefe de Governo era o Duque de Loulé, do Partido Histórico que foi indigitado para o cargo pelo então rei D. Pedro V. Se a visão económico-política do país é já de si dolorosa, imagine-se a miséria social de grande parte da população. A pobreza extrema proporcionava situações de ruptura, as mortes prematuras, a fome, a exploração laboral…tudo isto fazia parte do quotidiano de um país no qual, desde sempre, os mais pobres não viviam mas sobreviviam.
O nosso biografado nasceu numa família de lavradores com posses, por isso mesmo não passou por estas dificuldades que, infelizmente, uma grande parte parte dos portugueses tinha de suportar. Podemos mesmo dizer que veio ao mundo no seio de uma família rica, de lavradores, com um imenso património. Quilómetros de terras que se perdiam de vista, as quais Manuel Alves Dias Martins viria a herdar parte delas.
Pouco ou nada sabemos acerca da infância e juventude deste nosso biografado. Iremos recorrer a algumas fontes, todas elas posteriores a 1880 para tentarmos construir um esboço da vida deste homem que tanto deu a Guetim e que é, sem sombra de dúvidas, um exemplo para todos nós!
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| Manuel Alves Dias Martins. Uma das duas fotos conhecidas. |


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