quarta-feira, 9 de março de 2016

Igreja Paroquial de Guetim - A arquitectura (Analisando a fachada)



Introdução

Guetim. Passa das duas horas da manhã. Encontramo-nos no Largo da Igreja, bem em frente ao cruzeiro. Num ápice admiramos o edifício majestoso que se ergue bem na nossa frente. Seria possível não o fazer? Não, claro que não! Nem para aqueles que por cá vivem já há várias dezenas de anos. A Igreja está ali, bem na frente! Está em todo o lado, em qualquer lugar da freguesia. Do Rameiro, da Igreja, da Picadela, até da A41! A imagem do edifício quase nos persegue. Com ele partilhamos o nosso dia-a-dia, a nossa existência!
Já imaginou quantas histórias este edifício não encerra? E a Igreja que existia antes desta? Consegue imaginar? Pense quantos dos seus antepassados estarão certamente enterrados por debaixo do edifício. Quantos episódios históricos ali se presenciaram, quanta história ali se fez! Queríamos mostrar mais do que aquilo que vamos mostrar, contudo a limitação da documentação impede-nos de lhe dar a conhecer mais que isto. Esta é a Igreja Paroquial de Guetim!

O edifício

O início da construção data de 1872, o edifício que hoje conhecemos vem substituir a "Sé de carvalho" que aí existia. Pouco sabemos da Igreja antiga, não existem quaisquer registos fotográficos e os documentos são escassos. A nós chegaram-nos escassos relatos do edifício que, num artigo posterior, iremos incluir. A primeira missa decorreu em 1886, porém as obras só ficaram concluídas na última década do século XIX.

Contornado a vermelho: O corpo da Igreja e do cemitério


As obras

1972 - Obras de requalificação que não alteraram o aspeto geral do templo. A capela-mor sofreu um alargamento com dois complexos ligados a esta para a função de sacristias. O altar teve um pequeno avanço para que de todos os ângulos da Igreja fosse possível visualizar a exposição do Santíssimo Sacramento.

Fachada principal

É composta por dois corpos, o primeiro dos quais triangular com azulejaria que data das obras de requalificação em 1972, de pouco valor simbólico ao contrário da antiga azulejaria que continha elementos simbólicos fortes. Note-se ainda duas imagens: À esquerda do padroeiro principal, Santo Estevão e à direita de Nossa Senhora da Guia, padroeira secundária. No meio destes está um vitral com a típica cruz latina a branco encontrando-se por cima da porta principal do complexo. 

No segundo corpo podemos observar o frontão triangular com um tímpano, no qual se encontra um relógio ao centro, colocado ao que tudo indica na década de 70. Junta à base do frontão triangular, de cada um dos lados, podemos encontrar um fogaréu de formato pinacular. 

Note-se ainda a torre sineira que, à semelhança da Igreja está subdividida em dois corpos. O primeiro retangular incorporando o sino e um segundo corpo piramidal, o qual é encimado pela cruz. Note-se ainda que esta torre possui três sinos. Ao lado da base da pirâmide encontram-se dois fogaréus que ladeiam a parte superior.  

Legenda da arquitetura da fachada


Próximo artigo: A arte



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